sábado, 26 de março de 2016
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
De flor em flor...

Linda e sensível resenha sobre Cantorias de Jardim, assinada pela pesquisadora Mercedes Fernandes, no blog LIVROS PARA TODAS AS IDADES:
(...) "A simplicidade que me tocou é diretamente proporcional à complexidade de sua composição poética, seja na profundidade dos temas como na afetividade mágica da narrativa folclórica que nos remete a intimidade de cada flor descrita.
Adorei cada poesia: em títulos simples dos nomes em flor tais como “Lírio”, “Camomila”, “Hortência”,” Camélia”, “Violeta” e também das frases que provocam sentimentos e curiosidades tais como: “O que tem a rosa?”, “Onde está a Margarida?”
Mercedes Fernandes

sábado, 13 de fevereiro de 2016
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
Leitura literária - jovens leitores
"Olha a Cocada! - enlaces sobre jovens leitores e leitura literária a partir dos estudos de Michèle Petit" - um estudo de Fabiano Tadeu Grazioli e Rosemar Coenga.
Publicado na Revista LITERARTE (USP)
Link para a Revista LITERARTE:
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
Selfie da poesia
A professora Viviane
Sitniewski, da Escola Viver e Conhecer, em Capinzal SC, fez um trabalho lindo com
poesia nos sextos anos. Primeiro ela pediu aos alunos para trazerem um poema
que fizesse parte da memória literária deles. Quem não tinha essa memória
poética podia pesquisar na biblioteca
real ou virtual e ler para a classe um
poema de sua preferência. Assim, vieram para a roda Mário Quintana, Cecília
Meireles, Fernando Pessoa, Elias José e Eloí Bocheco.
Como atividade de
encerramento das vivências com poesia, a professora Viviane criou uma atividade
chamada “Selfie da poesia” em que fez a
pergunta: “ “Se a poesia fosse tirar uma
selfie, o que ela registraria”?
Além de explicarem por que
há poesia na imagem, os alunos tiraram fotos de lugares da cidade, de flores,
de amigos, de paisagens, de sol, e até
da capa do livro Casa de Consertos.
A selfie da poesia foi um sucesso, como podemos ver pelas imagens e textos.
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
Nos moinhos da imaginação
Nos moinhos da imaginação
por Daniela Bunn (UFSC)
(Doutora em Literatura)
Moro em moinhos desde que nasci, há 12
anos. Moinhos é um lugar quieto durante a semana e movimentado aos
sábados e domingos por causa da visita das pessoas, de perto ou de longe, que
vêm conhecer o moinho d´água, perto do rio, e o moinho de vento do alto do
morro. (BOCHECO, 2011, p. 7)
Dois
velhos moinhos contam suas histórias. Com eles, a história de seus moradores e de
suas lendas populares. Ao bordar palavras, nesta narrativa que roda feito
moinho, Eloí Bocheco, mais uma vez, nos emociona ao falar de amor, de sonhos,
de relações familiares que ganham mais vida com as ilustrações de Pedro Zenival.
Os moinhos, o de vento e o d´água, além de serem os grandes pontos de
referência da cidade, servem também de palco para histórias de fantasmas,
causos de assombração, namoros, brincadeiras de crianças.
Leonardo, narrador em primeira pessoa , conta sua história, sua relação com a mãe, doceira, que sonhara em ser aeromoça; com o pai, que “é do tipo que gosta de casar um monte de vezes”; com a vizinha, escritora, e com seu primeiro amor, Natália. O livro fala de relações desfeitas, partidas e reencontros. Os personagens da cidade são bem descritos e caricaturados por Leo. O livro é permeado de cultura, referências literárias, filosóficas e saberes populares. Doces misturam-se com os versos de Camões, de Fernando Pessoa, de Virgilio, de Tomás Antônio de Gonzaga e encontram-se ainda com Rubem Braga, Elisa Lucinda, Manuel Bandeira, Adélia Prado.
Belas imagens são descritas, como: “soltar a alma pra brincar”, “cultivar palavras em canteiros”, “lugares transbordando histórias vividas”, “guardião de memórias”, “morrer de amor”, expressões que fazem nossa imaginação girar como um moinho. Os ensinamentos da mãe, na cozinha, servem também para a vida, como pergunta Leo, afinal, “A vida é como um docinho coberto de glacê que a gente não sabe o que tem no miolo?” (BOCHECO, 2011, p. 14).
No fim do livro, Bocheco ainda nos presenteia com um belo desfecho cheio de palavras bordadas de sabedoria, rios que correm dentro das histórias e campos de amoras laçadas.
Leonardo, narrador em primeira pessoa , conta sua história, sua relação com a mãe, doceira, que sonhara em ser aeromoça; com o pai, que “é do tipo que gosta de casar um monte de vezes”; com a vizinha, escritora, e com seu primeiro amor, Natália. O livro fala de relações desfeitas, partidas e reencontros. Os personagens da cidade são bem descritos e caricaturados por Leo. O livro é permeado de cultura, referências literárias, filosóficas e saberes populares. Doces misturam-se com os versos de Camões, de Fernando Pessoa, de Virgilio, de Tomás Antônio de Gonzaga e encontram-se ainda com Rubem Braga, Elisa Lucinda, Manuel Bandeira, Adélia Prado.
Belas imagens são descritas, como: “soltar a alma pra brincar”, “cultivar palavras em canteiros”, “lugares transbordando histórias vividas”, “guardião de memórias”, “morrer de amor”, expressões que fazem nossa imaginação girar como um moinho. Os ensinamentos da mãe, na cozinha, servem também para a vida, como pergunta Leo, afinal, “A vida é como um docinho coberto de glacê que a gente não sabe o que tem no miolo?” (BOCHECO, 2011, p. 14).
No fim do livro, Bocheco ainda nos presenteia com um belo desfecho cheio de palavras bordadas de sabedoria, rios que correm dentro das histórias e campos de amoras laçadas.
Borda-me o destino em qualquer pano.
(BOCHECO, 2011, p. 64)
Referências
BOCHECO, Eloí. Roda Moinho. Ils. Pedro Zenival. Recife: Cepe, 2011. 68 p.
RODA MOINHO, em e-book, na Amazon:
http://www.amazon.com.br/Roda-Moinho-Elo%C3%AD-Bocheco-ebook/dp/B014A59M7C/ref=sr_1_1?s=books&ie=UTF8&qid=1442496547&sr=1-1&keywords=Roda+Moinho
terça-feira, 18 de agosto de 2015
terça-feira, 30 de junho de 2015
Leia comigo!

Professora Joelma Magrineli Susin e a filha Eduarda - leitura compartilhada do livro Beatriz em trânsito.
Capítulo: Adeus, Sam! ( Páginas 53-55)
Samuel não chegou a ler o que escrevi em resposta a este seu
último e-mail. De vez em quando releio
tudo que escrevemos um ao outro, e posso ouvir ele dizer, de viva voz, o que tá
escrito. Meu ouvido fica escutando, escutando a voz boa do Sam me contando ou
explicando coisas de livros e de gentes, e dos progressos dele com as pernas.
Sento na varanda pra esperar a boca da noite soltar os pirilampos pra
passearem. Nunca vieram tantos pirilampos como agora, como coisa que querem me
ajudar a tomar conta da saudade de Sam.
Às vezes me sento na varanda e imagino o Sam chegando, ele sozinho, sem
a cadeira, em cima dos dois pés. A gente se abraça e ri um monte. E ele diz: eu não disse que eu já vinha? E aí
vai vindo todo mundo ver que algazarra é aquela na varanda e fazem a maior
festa pro Samuel. Fazem tanta pergunta que eu tenho que dizer, calma, gente, o
Sam vai ficar as férias todas aqui, perguntem devagar, por favor.
Depois correm todos buscar algum agrado pro Samuel; meu tio Pedro traz
um prato de uvas pretas, o Eduardo traz carambolas, a minha vó oferece bolo, a
Leonor corre botar a rede pra ele descansar da viagem longa. A Rosana chega da
cidade, pula da caminhonete e abraça o Sam com altos risos de alegria de
chegada; ele até se atrapalha com tanta atenção. Depois a gente bota a bagagem
dele num canto da sala, sai correndo pra lagoa verde e só volta quando
escurece. E todo dia é a mesma coisa: só voltamos pra casa pra fazer as
refeições.
Ou se não, ele aparece nos meus sonhos; vem andando e rindo, e me abraça
e pergunta de todo mundo. No sonho, ele tá vivo, e eu nem lembro que ele foi
atropelado, em cima da faixa de pedestres, por um motorista bêbado; nem que ele
e as muletas voaram para longe.
_ Você não respondeu meu último e-mail – ele me diz.
_ Respondi, sim, mas o aparelho
tava ruim, não tava enviando as mensagens, e a resposta tá guardada na caixa de
saída.
_ Você vai deixar essa mensagem
na caixa de saída pra sempre, Bia? Voc~e precisa dar um jeito de mandar ela pra
mim.
Aí conto que li O Jardim Secreto que ele citou no e-mail e falo do tanto
que esse livro cobre a gente de verde, de pétala de rosa, de canto de
passarinho, de música de abelha, de cheiro de flor silvestre...
_ Ah, que bom que você leu esse livro, Beatriz! Eu tô indo embora
justamente pra esse jardim secreto.
_ Como? Se o jardim secreto é do Colin, do Bem, da Mary e do Dickon?
_ Eu li o livro, então, o jardim secreto é meu também.
_ Você não volta nunca mais?
_ Nunca mais!
_ Ah, não, não pode ser pra nunca
mais. Tinha que ser só de passagem... “ a passagem dá passagem, mas é só de
passagem”, você não lembra?
_ É quer agora vou viver pra sempre, Bia, então escolhi morar num jardim
secreto, entende? Me diga: existe melhor lugar pra se viver pra sempre do que
um jardim secreto?
_ É, acho que não existe mesmo. No dia em que eu for viver pra sempre eu
também vou escolher um jardim secreto pra morar, e aí a gente vai poder se
encontrar de novo, não é?
_ Sim, vamos nos encontrar no jardim secreto um dia... Até lá, procure
ser feliz, Bia, e não esqueça tudo que conversamos. Sabe aquela tua ideia de
ser arquiteta pra arquitetar umas coisas legais para as pessoas com deficiência
poderem ir e vir no mundo? Se você virar mesmo arquiteta, não esqueça disso,
tá?
_ Não vou esquecer. Nem que eu não vire arquiteta, eu nunca vou
esquecer, Sam. Você promete vir, de vez em quando, contar como é viver num
jardim eterno?
_ Prometo que venho. Você vai
ouvir a flauta... aí vai saber que sou eu que tô vindo...
_ A flauta?
_ É. A flauta do Dickon, de encantar animais. Vou aprender a encantar
animais, principalmente os que mais me encantam, que nem as cutias e os esquilos.
terça-feira, 10 de março de 2015
Todos os passarinhos...
O poema CANTORIAS, do livro Tá pronto seu lobo? e outros poemas, na contracapa da Revista Ciência Hoje das Crianças - edição de fevereiro
sábado, 21 de fevereiro de 2015
Poesia: alimento e abrigo
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
Dentes de leite e outros mimos...
A leitura do poema Dente de Leite, do livro Tá pronto, seu lobo? inspirou este texto lindo da professora Rosane Maria Kreuch, de Florianópolis. Puxei do blog da professora Rosane: Não corra, margarida, não corra!
MEU PRIMEIRO
DENTE DE LEITE
CAIU DE DIA.
JUNTEI O DENTE
E GUARDEI NA BACIA.
O SEGUNDO DENTE
CAIU NO QUINTAL.
NASCEU UMA ROSEIRA
NO MESMO LUGAR.
O TERCEIRO DENTE
CAIU NO RIO.
FOGE, PEIXE,
QUE O DENTE TE VIU!
O QUARTO DENTE
ARRANQUEI COM LINHA
E JOGUEI NO TELHADO
PARA A ANDORINHA.
MEU QUINTO DENTE
CAIU EM DEZEMBRO.
DOS OUTROS DENTES,
JÁ NÃO ME LEMBRO.
O poema acima, que ilustra as páginas vinte e oito e vinte e nove do livro "Tá pronto, seu lobo?, da escritora catarinense Eloí Bocheco, é um exemplo de que a arte não pode ter uma função pré-estabelecida mas deve provocar os sentimentos. Para as crianças, considero lindo quando a arte provoca empatia, como no caso da poética troca dos dentes.
Uma das características da arte é não ser literal. Outra é não ser possessiva nem endereçada. Ou seja, ao autor não é garantido que sua obra tenha uma única interpretação ou um único significado. Ao colocar uma obra para o mundo, o criador sabe que não terá mais controle sobre ela. Foi assim, lendo o poema "Dente de Leite" e pensando no que eu gostaria de escrever a respeito dele, que lembrei de algo muito estranho: há mais ou menos dezenove anos guardo os dentinhos de leite da minha filha (difícil acreditar, não é mesmo? Tem foto aí embaixo pra comprovar). Os dentinhos ficaram guardados numa caixinha, como se fossem um tesouro!
A leitura do poema e o encontro com estas lembranças me fizeram perceber a paradoxal relação entre o terno e o absurdo nisso tudo. Recordei, inclusive, que na época da troca de dentes da minha filha eu me disfarçava de "fada do dente" e deixava cartinhas de agradecimento com um dinheirinho sempre que ela fazia a gentileza de deixar o dentinho embaixo do travesseiro. A minha filha nunca deu importância para estas coisas que eu inventava... e até hoje considera tudo uma grande bobagem. Sei lá, penso que ela tem outro jeito de lidar com estes assuntos. Eu, somente agora vejo aquele meu comportamento com estranheza.
Ainda com o poema em mãos resolvi que é chegada a hora de dar um destino para os dentes de leite. Algumas leituras que fiz (aqui e aqui) me ajudaram a perceber que a fada do dente foi repaginando-se ao longo dos anos e que, atualmente, o legal é que as crianças doem seus dentinhos para alguma faculdade de odontologia onde eles serão usados para a realização de pesquisas científicas e como fontes de células-tronco.
Voltando a minha caixinha do tesouro, digo, dos dentes de leite, descobri que há apenas dezessete dos vinte que deveriam estar guardados lá. Felizmente, a doação pode ser feita com qualquer quantidade de dentes e em qualquer estado de conservação. Neste endereço há mais informações sobre o envio das preciosidades e o destino certo da minha caixinha.
Concluindo, desapego é o que minha filha parece saber vivenciar desde pequena e eu ainda estou engatinhando nesta arte.
Link do blog Não corra, margarida, não corra!
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