sexta-feira, 6 de novembro de 2020
sexta-feira, 30 de outubro de 2020
Se esta rua, se esta rua fosse minha...
da cor de amoras e âmbar, infinito mar
No mar de páginas, o que mais quer o leitor é encontrar uma história. Uma história com movimento irresistível de ondas e episódios que pouco a pouco o vão puxando para longe do primeiro parágrafo. Bem o efeito desse balanço mágico tem a prosa de Eloí Bocheco que há muito tempo não lia, nem comentava. E agora andei à RUA ÂMBAR (Formato, 2013) com delicadas ilustrações, quadrinhos e vinhetas de Márcia Cardeal. A escritora permite a todos saborear a sua linguagem carregada de amoras, miniaturas e novas moradas, sempre dentro de um projeto literário que se definiu muito antes dos livros caminharem aí afora publicados.
Há mais de quinze anos, Eloí escrevia crônicas investidas de narrativa e capricho poético, no jornal A Notícia, de Santa Catarina. Seus poemas para crianças possuem a voz de acalanto e brinquedos brasileiros. A ficção que sai do seu lápis, ou das letras tamboriladas no teclado do computador (na verdade, eu nunca soube o seu segredo), reafirma sua representação de mundo que é o processo de descoberta e encantamento das personagens com a lembrança de coisas vividas e inventadas, suas feridas felizes, o ritmo cotidiano a manter as boas afeições...
Na Praia do Mariscal, a Rua Âmbar acolhe diferentes visitantes, o leitor e o personagem Miro e outras personagens que saem de velhos contos, aposentos e apólogos. Miro, Valdomiro Silveira, é um menino que mora na rua Ametista e tem uma fábrica de miniaturas escondida debaixo da cama... Em uma caixa, ele guarda as ferramentas. Em outra, as réplicas de panela, chaleira, bule, frigideira, caneca de três asas, objetos e brinquedos feitos de latinhas de alumínio que saem a falar, a confabular sabedorias e dúvidas, filosofias da vida. E saem a correr mundo também. Onde o menino poderia reencontrar seu jarro, o balde e uma panela que sumiram?
Pois na Rua Âmbar tem uma casa: a casa do poço onde morou gente e já não mora mais ninguém. Diziam, assombrada! Miro encontra uma formiga-ruiva à janela, olhando a paisagem à espera de uma prosa. E, nas sombras de um quarto, o menino conhece uma figura que há muito se transforma, como Nereu e lagarta, tipo coisa para viver a vida dos outros, sempre azul e gaivota no futuro. E tem, ou tinha, uma tainha. Então, uma bruxa – que é igual e diferente às outras bruxas que conhecemos, a bruxa da Costa Esmeralda, com o bem e o mal misturados nas entranhas... Ah, as bruxas de Eloí Bocheco viram e reviram seus textos, desde os primeiros! Na poeira do assoalho aberta em ilhas com os passos do menino, os diálogos se iluminam.
— Você acha ruim nascer falando?Outras pessoas igualmente passam pela Rua Âmbar. Como gente de ficção, os veranistas vão e vem, uns voltam, outros não, como ondas, famílias, cotidianos a cada estação. Por exemplo, as três crianças da família Trololó da casa número 109. Este é o pé da história que passeia na realidade, com Isa, Matita e Quim, envolvidos na divisão de tarefas, notícias da televisão e sonhos que buscam o futuro. Mas a vida aí não se limita, imita o pulo do saci, vê rã voando feito borboleta sobre um pé de jasmim.
— Não. Acho normal. Ainda mais no seu caso que, com todo o respeito, tem a boca grande.
— É mesmo, eu me acabo em boca. Mas, mudando de assunto, me conte sobre sua vida.
— Ah, eu era um pensamento...
— Um pensamento?!
— Isso mesmo. O Miro estava andando à beira-mar e pensando. Andando e pensando. Aí, um pensamento do Miro caiu no mar e virou concha. Essa concha sou eu.
A prosa de Eloí é cheia de figuras e diálogos, é prosa feita de lenga-lenga na sua estrutura e costura. E acompanhe Miro pedalando a bicicleta pelas ruas em busca de amigos, Miro o menino de água do mar e maré. E tempestade que se arma nos sentimentos. É quando estronda a velha voz de um pescador, como que vinda de longe, anunciando o “encantamento” do pai. Foi o gigante que despertara em seu sonho, dias antes, que afundou o barco em alto-mar, fora ele, apenas ele, a quem podemos chamar pressentimento...
Eloí Elisabet Bocheco está segura dos segredos da vida, a sua verdade pessoal, e a compartilha com poesia: a transformação dos objetos em coisas novas, do carbono que vibra inteligentemente às plantas, da resina aos polímeros longevos do âmbar, da água aos animais, do humano em humanidade. E assim é bonito como o sol se elevando manhãzinha, sempre, mesmo sem a gente ver sua verdadeira cor.
quarta-feira, 14 de outubro de 2020
Um poema brincante numa rede poética
As
Meias da Ema, poema de 1999, do livro A de Amor, A de ABC, que publiquei
pela editora PapaLivro, de Florianópolis. O poema brincante criou uma
rede de inpirações para uma moçada linda, talentosa e generosa.
Gratidão sem fim, queridos Priscila Schaukoski e Bruno Andrade do grupo
CIRANDELA e demais envolvidos nesta rede poética
O EP CATA-RIMA é um EP digital do Grupo Cirandela lançado em 2014.
Com
direção musical de Luiz Gustavo Zago e Silvio Mansani o EP CATA-RIMA consiste
em dois poemas da autora catarinense Eloí Bocheco musicados pelo grupo e duas
canções inspiradas em histórias da literatura e imaginário infantil.
Com
realização do Grupo Cirandela, o “Registro de Processo Criativo do EP Cata
Rima”, é uma série audiovisual de quatro episódios – um para cada canção do EP.
“As
meias da ema” – Poema da autora catarinense Eloi Bocheco, musicado por Bruno
Andrade e Priscila Schaucoski.
Eloi
Bocheco – Autora de livros infantis, juvenis, poesia infantil, contos e
crônicas.
Esse
projeto foi contemplado pelo Edital #sculturaemsuacasa, sendo seu projeto
piloto realizado com apoio do Edital Cultura Criciúma 2020.
Ficha
Técnica:
Produção:
Grupo Cirandela
Direção
e Roteiro: Priscila Schaucoski
Edição
de vídeo e imagem: Lara Fachin
Captação
de Imagem: Bruno Andrade e Priscila Schaucoski
Captação
de Som: Bruno Andrade
Trilha
Sonora: Bruno Andrade
Compilação
e pesquisa de arquivos: Priscila Schaucoski
Instagram:
@grupocirandela
Facebook:
/grupocirandela
terça-feira, 18 de agosto de 2020
O Pacote que tava no Pote
segunda-feira, 17 de agosto de 2020
Aula de Língua Portuguesa - Canal TV Escola Curitiba/PR
terça-feira, 4 de agosto de 2020
Brincar, rimar, cantar, sonhar....
sábado, 1 de agosto de 2020
Dente de Leite
DENTE DE LEITE
Meu primeiro
dente de leite
caiu de dia.
Juntei o dente
e guardei na bacia.
O segundo dente
caiu no quintal.
Nasceu uma roseira
no mesmo lugar.
O terceiro dente
caiu no rio.
Foge, peixe,
que o dente te viu!
O quarto dente
caiu de madrugada
Não o engoli porque
estava acordada.
O quinto dente
arranquei com linha
e joguei no telhado
para a andorinha.
Meu sexto dente
caiu em dezembro.
Dos outros dentes,
já não me lembro.
Tá Pronto seu lobo? E outros poemas ( Formato, 2014) P.
28-29
quinta-feira, 23 de julho de 2020
Lenda da VIOLETA
A Professora Vivi Dilkin, de Novo Hamburgo/RS, apresenta o poema VIOLETA, do livro Cantorias de Jardim
terça-feira, 16 de junho de 2020
Flores, poesia, afetos e memória
A contadora de histórias Leila Carvalho, lindamente, declama poemas do livro Cantorias de Jardim (Paulinas, 2012)
Uma voz poética e mágica que encanta ao semear perfumes e cores nas manhãs, nas tardes, nas noites, de quem se dispuser a ouvir. Muita gratidão
Um dos poemas do ramalhete poético:
domingo, 14 de junho de 2020
Janeiro vai... Janeiro vem...
Musicalização do poema JANEIRO do livro Batata cozida, mingau de cará ) Prêmio Literatura para Todos ( MEC, 2005)
PET PEDAGOGIA UFSC
Grupo CANTAROLANDO
quinta-feira, 14 de maio de 2020
Leitura de Casa de Consertos (Melhoramentos, 2012)
A Professora e escritora Paula Belmino lê o segundo capítulo do livro Casa de Consertos (Melhoramentos, 2012)
Capítulo II















