quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Um poema brincante numa rede poética



As Meias da Ema, poema de 1999, do livro A de Amor,  A de ABC, que publiquei pela editora PapaLivro, de Florianópolis.  O poema brincante criou uma rede de inpirações para uma moçada linda, talentosa  e generosa.  Gratidão sem fim, queridos Priscila Schaukoski e Bruno Andrade do grupo CIRANDELA e demais envolvidos nesta rede poética

 O EP CATA-RIMA é um EP digital do Grupo Cirandela lançado em 2014. 

Com direção musical de Luiz Gustavo Zago e Silvio Mansani o EP CATA-RIMA consiste em dois poemas da autora catarinense Eloí Bocheco musicados pelo grupo e duas canções inspiradas em histórias da literatura e imaginário infantil.

Com realização do Grupo Cirandela, o “Registro de Processo Criativo do EP Cata Rima”, é uma série audiovisual de quatro episódios – um para cada canção do EP.

“As meias da ema” – Poema da autora catarinense Eloi Bocheco, musicado por Bruno Andrade e Priscila Schaucoski. 

Eloi Bocheco – Autora de livros infantis, juvenis, poesia infantil, contos e crônicas.

Esse projeto foi contemplado pelo Edital #sculturaemsuacasa, sendo seu projeto piloto realizado com apoio do Edital Cultura Criciúma 2020.

Ficha Técnica:

Produção: Grupo Cirandela 

Direção e Roteiro: Priscila Schaucoski 

Edição de vídeo e imagem: Lara Fachin 

Captação de Imagem: Bruno Andrade e Priscila Schaucoski 

Captação de Som: Bruno Andrade 

Trilha Sonora: Bruno Andrade 

Compilação e pesquisa de arquivos: Priscila Schaucoski  

Instagram: @grupocirandela

Facebook: /grupocirandela

 


terça-feira, 18 de agosto de 2020

O Pacote que tava no Pote


Narração da história O PACOTE QUE TAVA NO POTE ( Paulinas, 2007)
por Adélia Teresinha de Abreu. Lindo de ouvir e sonhar. Muito grata. 




segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Aula de Língua Portuguesa - Canal TV Escola Curitiba/PR


Leitura e interações com o livro O PACOTE QUE TAVA NO POTE ( Paulinas, 2007)
Língua Portuguesa - 2° e 3° ano - Professora Alessandra
Muita gratidão à Professora Ana Lucia Maichak de Gois Santos, da equipe de Lingua Portuguesa da Prefeitura Municipal de Curitiba, pela inclusão de meu livro no acervo de leituras das aulas gravadas para o Canal TV Escola Curitiba/PR. 






terça-feira, 4 de agosto de 2020

Brincar, rimar, cantar, sonhar....



Apresentação dos poemas do livro Batata cozida, mingau de cará
( MEC, 2006) Prêmio Literatura para Todos
Projeto do PET PEDAGOGIA UFSC - Grupo CANTAROLANDO
Coordenação da Professora Eliane Debus

Neste vídeo, podemos ver todas as interpretações dos poemas. Toadas as cenas reunidas num só lugar. Muito lindo de se ver. Gratidão profunda




sábado, 1 de agosto de 2020

Dente de Leite



DENTE DE LEITE    

Meu primeiro

dente de leite

caiu de dia.

Juntei o dente

e guardei na bacia.

 

O segundo dente

caiu no quintal.

Nasceu uma roseira

no mesmo lugar.

 

O terceiro dente

caiu no rio.

Foge, peixe,

que o dente te viu!

 

O quarto dente

caiu de madrugada

Não o engoli porque

estava acordada.

 

O quinto dente

arranquei com linha

e joguei no telhado

para a andorinha.

 

Meu sexto dente

caiu em dezembro.

Dos outros dentes,

já não me lembro.

 

Tá Pronto seu lobo? E outros poemas ( Formato, 2014) P. 28-29



quinta-feira, 23 de julho de 2020

Lenda da VIOLETA

 

A Professora Vivi Dilkin, de Novo Hamburgo/RS, apresenta o poema VIOLETA, do livro Cantorias de Jardim      


VIOLETA

Num lugar bem distante,
debaixo de um caramanchão,
ouvi esta breve história,
que trago nas linhas da mão:

Um velho profeta,
morador da eternidade,
veio à janela do céu
pentear as longas barbas.

Por artes de um vento forte,
que na hora soprou,
a barba do profeta
céu abaixo despencou.
Caiu dentro de um riacho
que, na terra, encontrou.

As barbas
nadavam no riacho,
feito peixes
Brancas barbas,
aos feixes.

O riacho passava na casa
de uma catadora de sementes
“Nunca vi peixes tão grandes
nadarem na água corrente”,
disse a mulher ao vento.

A catadora colocou
as barbas do profeta
no sol de fevereiro
Pingos brilhantes
caíram no terreiro.

De cada gota que caía
uma flor azulada nascia
Em pouco tempo, um jardim,
no terreiro surgia.

Quando as barbas
do profeta secaram,
o vento as levou embora
A catadora espalhou
as sementes das flores
pelo mundo afora.

Segundo um contador,
que há muito tempo partiu,
que morava numa vila,
à beira de um grande rio,
numa casa de palafitas,
que neste mundo existiu,
foi assim que a violeta surgiu.

Cantorias de Jardim -   Páginas 26-27