SALA DE FERRAMENTAS - ELOÍ BOCHECO
sábado, 14 de fevereiro de 2026
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
Rema, remador
REMA, REMADOR
Da casca do abacate
fiz duas canoas
Uma desce o rio
outra fica à
toa.
é de colher de chá
Remo pra cá...
e remo pra lá...
comer o abacate
com
açúcar e limão,
depois volto a
remar
para outra direção.
Canoeiro acena de longe
A canoa vai-se
embora...
Adeus, amigos de
perto!
Me aguardem, amigos de fora!
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
Tá pronto, seu lobo? e outros poemas
Neste livro, leitoras e leitores encontrarão um lobo que demoooora para se aprontar para ir à festa no céu, uma flauta em flor, dentes de leite em verso, um sapo cururu à beira do rio, um camaleão perplexo. Poderão, também, ouvir uma serenata de pássaros para gentes e flores, brincar uma ciranda no coração do girassol, conhecer segredos de várias cores, um escorregador para a saudade, uma menina rendeira, passear com sombrinhas de flores, torcer pelo jogo de esconde-esconde no campo e na cozinha, acompanhar as andanças da letra M, dentre outras provocações poéticas.
sábado, 2 de novembro de 2024
sexta-feira, 3 de maio de 2024
quarta-feira, 10 de janeiro de 2024
No Castelo Mágico
segunda-feira, 24 de julho de 2023
segunda-feira, 22 de maio de 2023
quinta-feira, 30 de março de 2023
quarta-feira, 29 de março de 2023
Rimas e Números
A
tradição oral é pródiga em rimas e
números, apresentados em quadrinhas,
parlendas, trava-línguas, cantigas, provérbios
e brincadeiras diversas. Dentre outras experiências lúdicas, vividas
pelas crianças camponesas, contar e rimar era uma prática constante, usada pelos mais velhos, para transmitir às crianças, as primeiras
noções sobre numeração. Aprendíamos
sobre quantidade e duração em quadras graciosas, inspiradas nos ritmos e ciclos
da própria existência.
O
livro Rimas e Números recria parte dessa
experiência brincante, usando a linguagem e o procedimento poético, assimilados afetivamente, nessa vivência com a poesia oral de outrora.
Ilustrações
da artista Márcia Cardeal.
Editora
Cuca Fresca:
https://www.editoracucafresca.com.br/
quarta-feira, 15 de março de 2023
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023
Leituras compartilhadas
terça-feira, 7 de fevereiro de 2023
Flores, afetos, memória
domingo, 29 de janeiro de 2023
Coisas que inspiram
Crônica contemplada na antologia de crônicas do Prêmio OFF FLIP 2022
COISAS QUE INSPIRAM
Num
dia de caminhada pelo quarteirão, vi dois meninos juntando embalagens e outros
materiais que os descuidados jogam nas beiras das ruas. Os garotos, munidos de
garfos compridos, catavam os resíduos uma a um. Graças ao comprimento do garfo,
conseguiam catar coisas jogadas a grande distância das beiras. Faziam a catação
com o maior requinte. Depositavam em sacos cada espécie de resíduo, conforme
fossem lata, plástico, papel ou vidro.
Interrompi a caminhada para contemplá-los. Os
meninos brilhavam sob o sol de setembro.
Aproximei-me e perguntei se a catação era uma tarefa da escola. Disseram
que não. Estavam fazendo o trabalho por gosto mesmo, por vontade de ver o
quarteirão limpo: “porque a rua limpa é mais legal e mais bonita”. Também indaguei se faziam isso sempre. Responderam que aquela era a quarta limpeza
que faziam. Dei-lhe muitos e alegres parabéns pela atitude. Agradeci em nome de
todos os moradores das imediações, inclusive dos mal-educados que atiram carqueramas
nas ruas da cidade.
Depois disto continuei a caminhada em direção
ao morro de Mariscal. Quando voltei os meninos tinham sumido da paisagem. O
quarteirão estava limpo e brilhando. Os meninos, com seus maravilhosos garfos
ecológicos, deram uma lição de beleza e cidadania. Atitudes sensíveis como esta
renovam a esperança em dias melhores na face da terra, dias em que a vida seja
valorizada, a vida, a vida reinventada como diz a profecia poética de Cecília
Meireles.
Em vários pontos deste mundo, meninos e
meninas admiráveis, como estes garotos de minha cidade, praticam atos anônimos
de amor e cuidados pelo outro, seja o
outro bicho, gente, planta, água, florestas... Tenho notícias de pequenos
cidadãos criando bibliotecas nos lugares mais inóspitos, fazendo trabalhos em
hospitais e casas de idosos, alfabetizando pessoas, plantando árvores em
terrenos devastados, promovendo campanhas pela paz, lendo para pessoas com
deficiência visual, ajudando colegas com dificuldades na escola, anônimas ações que brilham em meio ao caos e
à barbárie de nossos dias tão marcados por crueldades contra o outro.
Torço para que estes pequenos cidadãos se multipliquem, se tornem uma legião muito
mais forte e poderosa do que a dos
adeptos do bullyng e de toda espécie de
crueldade contra os viventes. Que a luz
destes pequenos paladinos resplandeça e contamine o mundo com a palma da
delicadeza e a alegria do bem-querer.







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