quinta-feira, 2 de junho de 2022

Encontro com a Rua Âmbar



Estava eu passeando pela Livrarias Curitiba nesse começo de outono, olhando de tudo um

pouco, quando numa sessão de obras em promoção, em meio a tanta variedade, encontro

a “Rua Âmbar”. Na verdade, o que me chamou a atenção, inicialmente, não foi o nome do

livro, mas sim a autora, Eloí Bocheco. Essa maravilhosa escritora e poetisa nos foi  

apresentada pelo vovô Vanderlei, nos primeiros anos de vida do Nicolas. Ele nos contou

que Eloí fora sua professora quando ele ainda era um menino, lá no interior de Santa

Catarina. Desde o primeiro livro que ganhamos do vovô Vanderlei e da vovó Tere, chamado

“Rimas e Números”, o pequenino Nicolas com apenas 2 anos, já amava decorar e recitar

seus versos rimados, mesmo quando ainda nem conseguia pronunciar em palavras tudo o

que estava sentindo. Depois, no ano seguinte, recebemos duas obras incríveis,

carinhosamente dedicadas ao Nicolas, pela estimada Eloí. Eram elas: “Contra feitiço, feitiço

e meio” e “Tá pronto, seu lobo? e outros poemas”. A primeira conta a história da bruxinha

Elisa. Generosa e confiante, ela conta com a ajuda da natureza e dos animais para vencer

as maldades de certa bruxa rabugenta, na missão de ajudar uma amiga. Uma história que

provocou diferentes sentimentos no Nicolas e que o ajudou a superar medos e a ter

confiança em si e nos outros. Essa história foi lida e relida tantas vezes! Foi muito pedida,

inúmeras noites, dos seus 3 aos 5 anos. E a cada releitura eu observava como a história

vinha o preenchendo e se acomodava nele, cada vez mais e melhor. Foi curativa. A

segunda obra, um livro de poemas, até hoje desperta interesse! Tem tanta riqueza… Foi um

redescobrir das rimas, aos 6 anos, com os assuntos de sua curiosidade, conectados com os

momentos vivenciados por ele nessa fase da infância. O poema “Tá Pronto, Seu Lobo?” foi

o mais pedido inicialmente com o incentivo da vovó Tere, que o ensinava essa brincadeira

ao passear com o neto nos parques em Florianópolis. O “Pede Peneira” foi rapidamente

decorado e cantado com muita animação; sempre lembrado, tem sido orgulhosamente

ensinado para outros amigos e amigas. “Sapo cururu” e “Alecrim” rapidamente

reconhecidos das canções, por vezes tentamos recitá-los cantando! “Flauta Florida” foi

sempre um mistério! Será que um dia entenderemos essa brincadeira de palavras tão

semelhantes e difíceis?! “Dente de Leite”e "Brincadeiras com a letra M” tem estado na lista

de interesses do momento, aos 7 anos. E assim como a poesia sorri através das palavras,

sei que esse livro sorrirá para o Nicolas através de lindas memórias, por muito tempo ainda.

Falei tudo isso para contar o que de fato me trouxe aqui, a Rua Âmbar. Foi andando por ela

que cheguei nesse momento, de olhar para trás e ver como tudo é especialmente

apresentado para nós. Como pode um livro falar tanto com o leitor? E agora falo por mim,

porque “Rua Âmbar” foi escrita para mim. E para o Nicolas também. E certamente para

quem quer que se permita fazer essa leitura. Uma história viva, cheia de emoções, de

imaginação, aventura, suspense, alegria, tristeza, saudade, amizade… para mim tem tudo!

Eu me emocionei muito com a história do Miro, um menino que representa a criança que já

fomos um dia. E essa história só é assim, pura poesia, porque foi expressa pela Eloí, essa

escritora maravilhosa, essa poetisa, encantadora de palavras. Gratidão Eloí por trazer ao

mundo seu talento! Obrigada por fazer parte da nossa história! E obrigada por proporcionar

momentos tão especiais de leituras compartilhadas!

Com carinho, Mônica.

(mãe do Nicolas e sua admiradora)

*Mônica Antiquera

Curitiba - Paraná



 

sexta-feira, 27 de maio de 2022

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Cantorias de Jardim



Linda interpretação de poemas do livro CANTORIAS DE JARDIM pelo grupo de contadores MÃOS QUE TECEM HISTÓRIAS- SC

XXIII SARAU CATARINA, BEM-VINDA PRIMAVERA, 2ª EDIÇÃO Integrantes do movimento Mãos que Tecem Histórias: Marcilene Dias (BA), Salma Mari Ramos (SC), Claudete Ts da Mata (SC), Sirlei Rodrigues Peletti de Morais (SC), Whildinara Chaves (Portugal), Carla Raimundo (Portugal), Albertina Fonseca (Portugal), Emmerson Morvan (BA), Roseli Schutel (SC), Tathi Sanches (BA).











segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Delicadezas




Olímpia, personagem do livro Casa de Consertos. Presente lindo da artista de Bonecas D’Alma❤️ Muita gratidão pela leitura do livro e pela boneca tão formosa, perfumada com alfazema. Um carinho tão grande, uma tão grande delicadeza!

Site de Bonecas da Alma:
https://linktr.ee/bonecasdalma


















sexta-feira, 26 de março de 2021

Live do grupo Conte Outra Vez da SME de Capinzal/SC


O grupo CONTE OUTRA VEZ da Secretaria Municipal de Educação de Capinzal- SC apresenta a narrativa Contra Feitiço, feitiço e meio
( Paulinas, 2012) 








quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Roda moinho... Roda moinho....Roda...



Recado sobre RODA MOINHO que recebi de minha amiga e mestra da vida inteira Ana Schirley Favero

DO MEU CORAÇÃO AO PÉ DO SEU OUVIDO

O livro “RODA MOINHO”, da escritora catarinense, Eloí Elisabete Bocheco,

narra sobre a vida dos habitantes de uma pequena cidade. O velho moinho é a referência para contar sobre o presente ligado ao passado.

A autora enfatiza o valor da amizade e a descoberta do amor nessa história maravilhosa.

Leiam esse livro que é um PRIMOR de narrativa. Eu o classifico como memória dos sentimentos da alma. Leiam e descubram o porquê de certas frases do “eu lírico” da autora.

Eis algumas citações que dizem grandes verdades da vida:

 “ – Você não diz que quem é sofrido, fica com mais idade por dentro do que por fora?”

“ _ O primeiro livro que escrevi foi HISTÓRIAS para descrer”.

_ “ Descrer do quê? “

_ “ Em mentiras que são criadas à força de repetição, durante muito tempo, às vezes, durante séculos. Tipo, acreditar que é preciso seguir a ditadura da moda, que tem que ter corpo com tais e tais medidas para ser feliz, ou então, acreditar que uma pessoa cega tá perdida pra vida, pro mundo; que um paraplégico não pode tomar conta de nada, que lugar de doente mental é confinado em manicômio; que alguém é pobre porque é vontade do céu, e outras bobagens marteladas nas cabeças”.

 E, para encerrar o meu recado ao pé do seu ouvido, vão:

_” Certas palavras são como o joio no meio do trigo ou a erva daninha no meio das flores. Querem crescer a todo custo e sufocar todo o canteiro. Palavras como: ditadura, violência, injustiça, arrogância, corrupção, prepotência e outras da mesma extirpe. Há também as palavras inevitáveis, essas podem nascer em todos os canteiros e ninguém pode muita coisa contra elas. Tipo: Morte, saudade, solidão...”

 Leiam o livro “ RODA MOINHO” . Essa obra é um PRIMOR!

“ Palavras encantadoras da escritora: “ Os moinhos são os ancestrais ilustres do lugar”.

Para vocês, leitores e leitoras, o porquê das citações que fiz, só lendo o livro “RODA MOINHO”. UM PRIMOR!!! ***

É sopro do meu coração ao pé do seu ouvido.







 

 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Consertos, afetos, esperança


Mensagem da Professora Dra. Sueli de Souza Cagneti a partir de sua releitura do livro Casa de Consertos ( Melhoramentos, 2012) 


Trecho da obra Casa de Cosnertos:

  Capítulo I

A minha vó é tipo vó de todo o bairro. Poucos a chamam  de dona Sofia. Mais que a chamam é de vó. Não gosto muito desse negócio de chamar de vó uma vó que é minha.

Ela se aposentou da profissão de enfermeira e abriu uma oficina de consertos de brinquedos. A oficina fica junto com a casa de moradia, na sala da frente, onde ficam também os livros que eram do meu bisavô.

A casa é a mais antiga da rua. É parecida com um casarão que vi num livro de histórias quando eu estudava na primeira série. O casarão era de uma bruxa sinistra e eu fiquei triste por ver que a casa da minha vó era parecida com casarão de bruxa. Aí a minha mãe disse que vó Sofia era bruxa também, mas daquelas que só fazem feitiços para a vida brilhar.

O casarão é cheio de lugares maneiros, tipo esconderijos. E tem o sótão, de onde dá pra ver toda a cidade, mais o mar, as duas pontes e o bairro de Coqueiros.

Junto com o casarão fica a marcenaria do  meu tio. Ele e o meu pai trabalharam juntos durante muitos anos. Depois o meu pai casou com a minha mãe e  foi embora pra outra cidade, mas continuou trabalhando de marceneiro.

Para chegar na marcenaria basta passar uma porta e um corredorzinho. A porta fica sempre fechada para não entrar pó-de-serra e também por causa do barulho das máquinas.

Sempre eu passo as férias no casarão. Fico mais na casa de Consertos: atendo telefone, sento num banquinho pra ver vó Sofia trabalhar, ou senão para ouvir as histórias que ela conta, ou para conversar.

_ Vó Sofia, você queria ser um passarinho ou um jacaré?

_ Ah, um jacaré que não lava o pé.

_ Sério: se você não fosse você, o que gostaria de ser?

_ Acho que escolheria ser um tatu.

_ Tatu?

É. Tatus são engraçados, têm a carapaça dura e moram em tocas.

_ Também acho os tatus engraçados, mas qual é a vantagem de morar em tocas?

_ Ficam protegidos nas tempestades.

_ Isso é. Eu queria ser um bicho do ar, tipo andorinha, bem-te-vi, canário...

_ Você aí me perguntando que bicho eu queria ser, Olímpia, e eu aqui virada num caranguejo ou numa tartaruga!

           Ela fala isso por causa das pernas dela que não andam mais direito. Ela se apóia numa cadeira de palha e vai empurrando a cadeira pro tanque, pra cozinha, pra varanda, pro quintal, pro jardim, pra Casa de Consertos, onde senta, esquece as pernas de caranguejo e trabalha no conserto dos brinquedos. Faz milagres pra emendar o que tá quebrado. Parece que os brinquedos nascem de novo das mãos da minha vó.

Vai trabalhando e conversando com os fregueses ou com pessoas que estão só de passagem pela Casa de Consertos. E nunca deixa de receitar um “remedinho literário” como ela diz.

Para dona Clarice, que estava se separando do marido e estava na maior deprê, ela receitou um livro de poemas de Mário Quintana. Para dona Clara, que estava achando o mundo um caos, ela deu um Manuel Bandeira enorme. A dona Clara levou quase um ano pra ler todo aquele livrão. Para o  Carlos, que sofre de falta de leitura, nunca leu um livro na vida, ela emprestou um livro do Josué Guimarães. Para dona Leninha, que sofre de trocas, tipo assim: diz sim quando quer dizer não , e diz não quando quer dizer sim, ela indicou o livro Solte os Cachorros, da escritora Adélia Prado. Para o  seu Eduardo que disse que o deserto do Saara tinha se mudado pro coração dele, ela emprestou um livro da Cecília Meireles. Para cada caso ela receita um autor. Ela sempre dá um jeito de botar perto dos livros os que vêm à Casa de Consertos. Diz que livro é como o pão nosso de cada dia para a alma, e que alma vazia não pára em pé e pode cair nalgum abismo,  ou na boca de algum crocodilo de plantão.

Quando era enfermeira, ela vivia com uma malinha cheia de livros que lia pros doentes, ou  dava na mão deles pra lerem e se animarem, ou senão pra conhecerem histórias que tinham a ver com a vida deles. Quando a minha mãe deixava eu ia com vó Sofia ao hospital infantil e ajudava a ler os livros para as crianças.

 BOCHECO, Eloí. Casa de Consertos. São Paulo: Melhoramentos 2012

 






 

 



sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Se esta rua, se esta rua fosse minha...

 

da cor de amoras e âmbar, infinito mar

Peter O. Sagae


No mar de páginas, o que mais quer o leitor é encontrar uma história. Uma história com movimento irresistível de ondas e episódios que pouco a pouco o vão puxando para longe do primeiro parágrafo. Bem o efeito desse balanço mágico tem a prosa de Eloí Bocheco que há muito tempo não lia, nem comentava. E agora andei à RUA ÂMBAR (Formato, 2013) com delicadas ilustrações, quadrinhos e vinhetas de Márcia Cardeal. A escritora permite a todos saborear a sua linguagem carregada de amoras, miniaturas e novas moradas, sempre dentro de um projeto literário que se definiu muito antes dos livros caminharem aí afora publicados.

Há mais de quinze anos, Eloí escrevia crônicas investidas de narrativa e capricho poético, no jornal A Notícia, de Santa Catarina. Seus poemas para crianças possuem a voz de acalanto e brinquedos brasileiros. A ficção que sai do seu lápis, ou das letras tamboriladas no teclado do computador (na verdade, eu nunca soube o seu segredo), reafirma sua representação de mundo que é o processo de descoberta e encantamento das personagens com a lembrança de coisas vividas e inventadas, suas feridas felizes, o ritmo cotidiano a manter as boas afeições...


Na Praia do Mariscal, a Rua Âmbar acolhe diferentes visitantes, o leitor e o personagem Miro e outras personagens que saem de velhos contos, aposentos e apólogos. Miro, Valdomiro Silveira, é um menino que mora na rua Ametista e tem uma fábrica de miniaturas escondida debaixo da cama... Em uma caixa, ele guarda as ferramentas. Em outra, as réplicas de panela, chaleira, bule, frigideira, caneca de três asas, objetos e brinquedos feitos de latinhas de alumínio que saem a falar, a confabular sabedorias e dúvidas, filosofias da vida. E saem a correr mundo também. Onde o menino poderia reencontrar seu jarro, o balde e uma panela que sumiram?

Pois na Rua Âmbar tem uma casa: a casa do poço onde morou gente e já não mora mais ninguém. Diziam, assombrada! Miro encontra uma formiga-ruiva à janela, olhando a paisagem à espera de uma prosa. E, nas sombras de um quarto, o menino conhece uma figura que há muito se transforma, como Nereu e lagarta, tipo coisa para viver a vida dos outros, sempre azul e gaivota no futuro. E tem, ou tinha, uma tainha. Então, uma bruxa – que é igual e diferente às outras bruxas que conhecemos, a bruxa da Costa Esmeralda, com o bem e o mal misturados nas entranhas... Ah, as bruxas de Eloí Bocheco viram e reviram seus textos, desde os primeiros! Na poeira do assoalho aberta em ilhas com os passos do menino, os diálogos se iluminam.
— Você acha ruim nascer falando?
— Não. Acho normal. Ainda mais no seu caso que, com todo o respeito, tem a boca grande.
— É mesmo, eu me acabo em boca. Mas, mudando de assunto, me conte sobre sua vida.
— Ah, eu era um pensamento...
— Um pensamento?!
— Isso mesmo. O Miro estava andando à beira-mar e pensando. Andando e pensando. Aí, um pensamento do Miro caiu no mar e virou concha. Essa concha sou eu.
Outras pessoas igualmente passam pela Rua Âmbar. Como gente de ficção, os veranistas vão e vem, uns voltam, outros não, como ondas, famílias, cotidianos a cada estação. Por exemplo, as três crianças da família Trololó da casa número 109. Este é o pé da história que passeia na realidade, com Isa, Matita e Quim, envolvidos na divisão de tarefas, notícias da televisão e sonhos que buscam o futuro. Mas a vida aí não se limita, imita o pulo do saci, vê rã voando feito borboleta sobre um pé de jasmim.


A prosa de Eloí é cheia de figuras e diálogos, é prosa feita de lenga-lenga na sua estrutura e costura. E acompanhe Miro pedalando a bicicleta pelas ruas em busca de amigos, Miro o menino de água do mar e maré. E tempestade que se arma nos sentimentos. É quando estronda a velha voz de um pescador, como que vinda de longe, anunciando o “encantamento” do pai. Foi o gigante que despertara em seu sonho, dias antes, que afundou o barco em alto-mar, fora ele, apenas ele, a quem podemos chamar pressentimento...

Eloí Elisabet Bocheco está segura dos segredos da vida, a sua verdade pessoal, e a compartilha com poesia: a transformação dos objetos em coisas novas, do carbono que vibra inteligentemente às plantas, da resina aos polímeros longevos do âmbar, da água aos animais, do humano em humanidade. E assim é bonito como o sol se elevando manhãzinha, sempre, mesmo sem a gente ver sua verdadeira cor.

Fonte: http://dobrasdaleitura.blogspot.com/2014/03/da-cor-de-amoras-e-ambar-infinito-mar.html

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Um poema brincante numa rede poética



As Meias da Ema, poema de 1999, do livro A de Amor,  A de ABC, que publiquei pela editora PapaLivro, de Florianópolis.  O poema brincante criou uma rede de inpirações para uma moçada linda, talentosa  e generosa.  Gratidão sem fim, queridos Priscila Schaukoski e Bruno Andrade do grupo CIRANDELA e demais envolvidos nesta rede poética

 O EP CATA-RIMA é um EP digital do Grupo Cirandela lançado em 2014. 

Com direção musical de Luiz Gustavo Zago e Silvio Mansani o EP CATA-RIMA consiste em dois poemas da autora catarinense Eloí Bocheco musicados pelo grupo e duas canções inspiradas em histórias da literatura e imaginário infantil.

Com realização do Grupo Cirandela, o “Registro de Processo Criativo do EP Cata Rima”, é uma série audiovisual de quatro episódios – um para cada canção do EP.

“As meias da ema” – Poema da autora catarinense Eloi Bocheco, musicado por Bruno Andrade e Priscila Schaucoski. 

Eloi Bocheco – Autora de livros infantis, juvenis, poesia infantil, contos e crônicas.

Esse projeto foi contemplado pelo Edital #sculturaemsuacasa, sendo seu projeto piloto realizado com apoio do Edital Cultura Criciúma 2020.

Ficha Técnica:

Produção: Grupo Cirandela 

Direção e Roteiro: Priscila Schaucoski 

Edição de vídeo e imagem: Lara Fachin 

Captação de Imagem: Bruno Andrade e Priscila Schaucoski 

Captação de Som: Bruno Andrade 

Trilha Sonora: Bruno Andrade 

Compilação e pesquisa de arquivos: Priscila Schaucoski  

Instagram: @grupocirandela

Facebook: /grupocirandela

 


terça-feira, 18 de agosto de 2020

O Pacote que tava no Pote


Narração da história O PACOTE QUE TAVA NO POTE ( Paulinas, 2007)
por Adélia Teresinha de Abreu. Lindo de ouvir e sonhar. Muito grata. 




segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Aula de Língua Portuguesa - Canal TV Escola Curitiba/PR


Leitura e interações com o livro O PACOTE QUE TAVA NO POTE ( Paulinas, 2007)
Língua Portuguesa - 2° e 3° ano - Professora Alessandra
Muita gratidão à Professora Ana Lucia Maichak de Gois Santos, da equipe de Lingua Portuguesa da Prefeitura Municipal de Curitiba, pela inclusão de meu livro no acervo de leituras das aulas gravadas para o Canal TV Escola Curitiba/PR. 






terça-feira, 4 de agosto de 2020

Brincar, rimar, cantar, sonhar....



Apresentação dos poemas do livro Batata cozida, mingau de cará
( MEC, 2006) Prêmio Literatura para Todos
Projeto do PET PEDAGOGIA UFSC - Grupo CANTAROLANDO
Coordenação da Professora Eliane Debus

Neste vídeo, podemos ver todas as interpretações dos poemas. Toadas as cenas reunidas num só lugar. Muito lindo de se ver. Gratidão profunda




sábado, 1 de agosto de 2020

Dente de Leite



DENTE DE LEITE    

Meu primeiro

dente de leite

caiu de dia.

Juntei o dente

e guardei na bacia.

 

O segundo dente

caiu no quintal.

Nasceu uma roseira

no mesmo lugar.

 

O terceiro dente

caiu no rio.

Foge, peixe,

que o dente te viu!

 

O quarto dente

caiu de madrugada

Não o engoli porque

estava acordada.

 

O quinto dente

arranquei com linha

e joguei no telhado

para a andorinha.

 

Meu sexto dente

caiu em dezembro.

Dos outros dentes,

já não me lembro.

 

Tá Pronto seu lobo? E outros poemas ( Formato, 2014) P. 28-29



quinta-feira, 23 de julho de 2020

Lenda da VIOLETA

 

A Professora Vivi Dilkin, de Novo Hamburgo/RS, apresenta o poema VIOLETA, do livro Cantorias de Jardim      


VIOLETA

Num lugar bem distante,
debaixo de um caramanchão,
ouvi esta breve história,
que trago nas linhas da mão:

Um velho profeta,
morador da eternidade,
veio à janela do céu
pentear as longas barbas.

Por artes de um vento forte,
que na hora soprou,
a barba do profeta
céu abaixo despencou.
Caiu dentro de um riacho
que, na terra, encontrou.

As barbas
nadavam no riacho,
feito peixes
Brancas barbas,
aos feixes.

O riacho passava na casa
de uma catadora de sementes
“Nunca vi peixes tão grandes
nadarem na água corrente”,
disse a mulher ao vento.

A catadora colocou
as barbas do profeta
no sol de fevereiro
Pingos brilhantes
caíram no terreiro.

De cada gota que caía
uma flor azulada nascia
Em pouco tempo, um jardim,
no terreiro surgia.

Quando as barbas
do profeta secaram,
o vento as levou embora
A catadora espalhou
as sementes das flores
pelo mundo afora.

Segundo um contador,
que há muito tempo partiu,
que morava numa vila,
à beira de um grande rio,
numa casa de palafitas,
que neste mundo existiu,
foi assim que a violeta surgiu.

Cantorias de Jardim -   Páginas 26-27