quinta-feira, 23 de julho de 2020

Lenda da VIOLETA

 

A Professora Vivi Dilkin, de Novo Hamburgo/RS, apresenta o poema VIOLETA, do livro Cantorias de Jardim      


VIOLETA

Num lugar bem distante,
debaixo de um caramanchão,
ouvi esta breve história,
que trago nas linhas da mão:

Um velho profeta,
morador da eternidade,
veio à janela do céu
pentear as longas barbas.

Por artes de um vento forte,
que na hora soprou,
a barba do profeta
céu abaixo despencou.
Caiu dentro de um riacho
que, na terra, encontrou.

As barbas
nadavam no riacho,
feito peixes
Brancas barbas,
aos feixes.

O riacho passava na casa
de uma catadora de sementes
“Nunca vi peixes tão grandes
nadarem na água corrente”,
disse a mulher ao vento.

A catadora colocou
as barbas do profeta
no sol de fevereiro
Pingos brilhantes
caíram no terreiro.

De cada gota que caía
uma flor azulada nascia
Em pouco tempo, um jardim,
no terreiro surgia.

Quando as barbas
do profeta secaram,
o vento as levou embora
A catadora espalhou
as sementes das flores
pelo mundo afora.

Segundo um contador,
que há muito tempo partiu,
que morava numa vila,
à beira de um grande rio,
numa casa de palafitas,
que neste mundo existiu,
foi assim que a violeta surgiu.

Cantorias de Jardim -   Páginas 26-27



terça-feira, 16 de junho de 2020

Flores, poesia, afetos e memória




A contadora de histórias  Leila Carvalho, lindamente,  declama poemas do livro Cantorias de Jardim  (Paulinas, 2012) 
Uma voz poética e mágica que encanta ao semear perfumes e cores nas manhãs, nas tardes, nas noites, de quem se dispuser a ouvir. Muita gratidão


Um dos poemas do ramalhete poético:   


Flor-de-maio
Flor-de-maio no canteiro
Passarinho na janela
O que espera passarinho
para beijar flor tão bela?

Passarinho bateu asas
Flor-de-maio acordou
A pena do passarinho
o vento levou.

Passarinho canta
para a flor-de-maio
Do bico do passarinho
pingam gotas de orvalho.

Passarinho foi-se embora
Flor-de-maio murchou
Volta, volta, passarinho
Peço-lhe, por favor!






domingo, 14 de junho de 2020

Janeiro vai... Janeiro vem...




Musicalização do poema JANEIRO do livro Batata cozida, mingau de cará ) Prêmio Literatura para Todos ( MEC, 2005)

PET PEDAGOGIA UFSC
Grupo CANTAROLANDO

JANEIRO

Janeiro vai
Janeiro vem
Pingente celeste
vou dar ao meu bem

Janeiro ia
Janeiro vinha
Panela no fogo
Pirão de farinha

Janeiro vem
Janeiro vai
O galo canta
e a casa cai

Janeiro sai
Janeiro entra
Num dia chega
e no outro senta.

Janeiro vem
Janeiro passa
Fogo de palha
Nuvem de fumaça.