domingo, 27 de setembro de 2009

NA SALA COM NEIDE MEDEIROS SANTOS











APAIXONADAS PALAVRAS


“Professora ontem, hoje, sempre...
Poesia e pintura – paixões eternas

Jardim do Seridó ( RN) –
minha pátria
Campina Grande e João Pessoa –
Criei raízes, escrevi livros.
O resto?
“Todos os dias são meus.”
( Autorretrato de Neide Medeiros -
da obra Livros à Espera de Leitores,
João Pessoa, Zarinha, 2009)

A profa. Neide Medeiros Santos é mestre em Teoria da Literatura e Doutora em Estudos Literários. Foi profa. de Teoria Literária e Literatura Infantil na Universidade Federal de Alagoas e na Universidade Federal da Paraíba. Atualmente é Representante e Membro Votante da FNLIJ na Paraíba e desenvolve projetos na área de leitura. Colaborou no Correinho das Artes, na Revista Verdes anos, nO BALAINHO- jornal de LIJ da Unoesc, no Jornal O Norte e, atualmente assina uma coluna sobre literatura no Jornal O Contraponto. Publicou, dentre outras obras, A hora e a vez da Literatura Infantil ( Recife, Outras Palavras, 2000), Guriatã: uma viagem mítica ao país-paraíso ( João Pessoa, Idéia, 2005), Violeta Formiga – 25 anos de encantamento( 2007), e organizou com Yolanda Limeira a coletânea Memórias rendilhadas: vozes femininas ( Ed. Universitária UFPB,2006).
Neide acaba de lançar LIVROS À ESPERA DE LEITORES, uma coletânea de resenhas literárias, publicadas no Jornal O Norte/PB, e no blog que mantém na internet nastrilhasdaliteratura.blogspot.com
Com a maior gentileza, como é de seu feitio, Neide aceitou o convite para esta entrevista em que fala de suas memórias literárias, de sua paixão pelos livros, e do trabalho incansável para divulgar e compartilhar a literatura.


Quem lhe apresentou à literatura na infância? Como foi seu encontro, sua descoberta dos livros literários?

NEIDE- Tomei conhecimento da literatura na infância através da oralidade. Minha mãe me contava histórias de Trancoso e Chicuta, que trabalhava na casa de um tio, me contava histórias de cordel. Somente muitos anos depois, descobri que minha mãe contava histórias tradicionais e Chicuta contos de origem popular. Quanto à descoberta de livros literários, o encontro se deu com a coleção “Tesouro da Juventude”, na casa de uma vizinha. Relatei esse fato no texto “ Memórias lobatianas e outras memórias” ( In:Memórias rendilhadas: vozes femininas, Ed. Universitária/UFPB). Na casa da vizinha, havia um quarto com uma estante cheia de livros infantis, e lá estava a coleção do “Tesouro da Juventude”, 18 livros em capa dura, cheio de contos, poesias. Era uma delícia folhear aqueles livros, ler os contos de fadas. Os livros só podiam ser lidos no local da estante. Nada de empréstimo. Depois vieram os livros de Lobato.
O primeiro livro que li de Lobato foi “A Chave do Tamanho”, presente de uma amiga da minha mãe. Eu era bem pequena, deveria ter uns oito anos, não entendi bem a história, mas fiquei encantada com o poder da Emilia de mexer em chaves e mudar o tamanho das pessoas. Depois vieram outras leituras de Lobato. Cada livro que lia, aumentava a paixão pela boneca. Eu queria ser Emilia, ter vez e voz. Lendo Lobato, eu me transportava para o Sítio do Picapau Amarelo e me sentia livre como um passarinho. Quando criança, nunca me dei conta de que poderia haver racismo nas histórias lobatianas. Achava tudo muito natural e continuo achando até hoje. Na minha casa, havia um livro todo ilustrado com os personagens de Lobato, eu ficava olhando aquelas figurinhas e sonhava ... sonhava...viver naquele paraíso. Foi assim, meu encontro com Lobato.
E o interesse em estudar a literatura para crianças e jovens, como surgiu em sua vida?
NEIDE - Quando lecionava Teoria da Literatura na Universidade Federal da Paraíba, em Campina Grande, foi criada a disciplina Literatura Infantil no Curso de Letras. A coordenadora me convidou para ministrar a disciplina, pedi um prazo, precisava me preparar e, durante seis meses, comprei livros teóricos e de literatura infantil, fiz dois cursos – um com a professora Antonieta Antunes Cunha, no Mestrado em Biblioteconomia, e outro com a professora Glória Ponde, no Espaço Cultural José Lins do Rego. Depois disso, considerei que estava apta para lecionar a disciplina. Posteriormente, fui transferida para João Pessoa e fui professora de Literatura Infantil no Mestrado em Biblioteconomia e no Curso de Letras. Aí me apaixonei, e até hoje ela faz parte da minha vida.

Quem são os seus autores preferidos – aqueles que você sempre irá reler?

NEIDE - Hans Christian Andersen. Leio, releio e o encanto permanece. Dos autores brasileiros, cito Monteiro Lobato e Câmara Cascudo, este último meu conterrâneo. Os contos tradicionais do Brasil é um livro que sempre releio, nele reencontro as histórias que povoaram a minha infância. A personagem Emília tem um fascínio especial. Fui menina travessa como Emília. Leio muito poesia, devoro livros de poesia. Alguns poetas estão sempre visitando minha mesa de cabeceira. Fernando Pessoa é um deles. “Fernando Pessoa – seleção poética” (Org. Maria Eliete Galhoz), devido ao manuseio constante, está bem velhinho.Cecília Meireles. Drummond e Bandeira – trindade sempre revisitada.

No livro Guriatã: um viagem mítica ao país-paraíso – sua tese de doutorado – você incursiona pela obra Guriatã: um cordel para menino - livro fascinante do escritor pernambucano Marcus Accioly. O mergulho num livro que é mítico-mágico o tempo todo não pode ser resumido nas linhas de um blog, contudo, não custa lembrar dessa experiência tão rica e falar um pouquinho de uma obra de LIJ que jamais poderá ser esquecida.

NEIDE - Guriatã: um cordel para menino , de Marcus Accioly, foi uma paixão que começou em 1985 quando lecionava Literatura Infantil na UFPB, em João Pessoa e perdura até hoje. Apresentei o livro aos alunos, fizemos leitura dos poemas, jogral, intertextualizamos certos contos/poemas que estão no livro, brincamos de fazer acrósticos. Levamos este livro para a Bienal do Livro, em São Paulo (1996) e Peter O´Sagae, que foi nosso aluno no curso que ministramos na Bienal, escreveu um belíssimo acróstico que reproduzimos (com autorização do autor), em “Guriatã: uma viagem mítica ao país-paraíso”. Tenho três edições do livro de Marcus Accioly. A primeira já está velhinha, foi minha estrela-guia na tese. ( Ed. Brasil/América- EBAL); a segunda é da Melhoramentos, a última saiu por uma editora pernambucana, a Bagaço. Quando resolvi transformar a tese em livro, pensei nos mínimos detalhes – visitei o engenho onde o poeta nasceu – Engenho Laureano, tirei várias fotos da casa-grande. A capa, um trabalho em aquarela de Sóter Carreiro, retrata a casa-grande do engenho; pedi a uma amiga, que é xilógrafa, para fazer as xilogravuras que estão dividindo os capítulos. Fiz um resumo de cada capítulo para que ela tivesse noção do conteúdo de cada capítulo. Aproveitei, também, as ilustrações que os alunos de uma escola de João Pessoa fizeram para o conto “A menina dos cabelos verdes”. Elas figuram nos anexos do livro. O primeiro lançamento ocorreu no Congresso Internacional de Literatura de Cordel, na Fundação Casa de José Américo, João Pessoa, em 2005. O livro foi relançado na Universidade de Poitiers, na França, na segunda etapa desse congresso. Depois disso, guriatã tem voado pelos céus brasileiros. Em Santa Catarina, ele encontrou um ninho acolhedor.

Gostaria que você falasse sobre o Memorial Augusto dos Anjos – Uma Visita Guiada, que você organizou junto com Maria do Socorro Silva de Aragão e Ana Isabel de Souza Leão Andrade.

NEIDE -O Memorial Augusto dos Anjos é uma espécie de pequeno museu que foi construído nas imediações do Engenho Pau D´Arco, município de Sapé, local onde nasceu o poeta Augusto dos Anjos. A casa que morava a ama-de-leite do poeta, louvada no poema “Ricordanza della mia Gioventú” foi restaurada e hoje abriga este museu com painéis que contam a vida do poeta, uma biblioteca, contendo livros que integram a fortuna crítica de Augusto dos Anjos, resenhas dos principais livro de Augusto dos Anjos, quadros de pintura retratando o poeta doados por artistas locais, objetos pessoais, doação da família, edições raras do livro EU. Depois de restaurada a casa da ama-de-leite, surgiu a idéia de encaminhar projetos literários ao Fundo de Incentivo à Cultura – FIC/PB, com o objetivo de fazer uma pesquisa sobre o poeta Augusto dos Anjos. O primeiro projeto “ Reconstituição do Universo de Augusto dos Anjos” resultou na reconstrução da casa de Guilhermina, a ama-de-leite, e no livro “Biobibliografia de Augusto dos Anjos”. O segundo projeto, “Redescobrindo as trilhas de Augusto dos Anjos”, é todo voltado para o aspecto literário, e já foram publicados três livros: “Memorial Augusto dos Anjos: uma visita guiada”, “Memorial Augusto dos Anjos: um roteiro cultural e poético, “Conversando sobre Augusto dos Anjos: uma história oral “( pesquisa com 33 entrevistas). O quarto livro - “Augusto dos Anjos em imagens: uma fotobiografia” – se encontra no prelo. Com a publicação deste último livro, encerramos a nossa pesquisa. Cada pesquisador é especialista em uma área específica – Socorro Aragão é doutora em linguística e sua pesquisa se volta para os aspectos da linguagem, organização dos capítulos, a metodologia que norteia os livros eu fiquei com a parte literária: resenhas dos livros, seleção de poemas; Ana Isabel é bibliotecária e arquisvista, lida com os arquivos, os textos antigos, os manuscritos . Juntas, temos percorrido muitas trilhas e descoberto outras. Cada descoberta é uma surpresa, um encantamento.


Qual é o seu “conselho crítico” a quem for escolher livros para crianças e jovens? Como se “situar” em meio a tantos títulos lançados no mercado editorial?

NEIDE - É um pouco difícil responder a esta pergunta. Não seria propriamente um “conselho crítico”, mas uma orientação para escolher bons livros. Devemos observar se o livro atende aos seguintes aspectos: linguagem literária criativa, boa ilustração, um projeto editorial cuidadoso. O bom livro leva o leitor a mergulhar na história, a vivenciar com os personagens as aventuras, sonhos e às vezes até as desilusões. Anualmente são lançados no mercado editorial muitos e muitos livros que apelam para o didatismo, para a infantilização do leitor – devemos fugir desses livros, eles não servem para crianças. O que não deve faltar no livro infantil é a poeticidade.


O escritor Jorge Luís Borges diz que a literatura é uma das possibilidades de felicidade que possuímos, nós, os homens (e mulheres). Gostaria que você falasse sobre esta felicidade que pode nos dar a literatura..

NEIDE - Concordo com a opinião do escritor argentino Jorge Luís Borges, um leitor tão voraz que quando perdeu a visão contratou leitores para não perder o contato com o livro e a literatura. A pintura, a música, a escultura, a Arte, de um modo geral, proporciona esse estado letárgico de felicidade. Quem não se comove ouvindo a “ Sonata ao Luar” de Beethoven, mesmo que não saiba em que circunstância ele compôs aquela música? E os quadros impregnados de amarelo intenso de Van Gogh... o que escondiam? A Arte, sim, a Arte é uma das mais perfeitas formas de felicidade. O ato de criar transporta o criador para o Paraíso. Fernando Pessoa, em “Palavras de Pórtico”, já dizia: “ Viver não é necessário; o que é necessário é criar”.

Na sua opinião, e pela sua experiência como professora, leitora crítica e mediadora de leitura, o que, além do acesso, é importante para garantir uma boa formação leitora de crianças e jovens? Para suscitar a criação do leitor competente, autônomo?
NEIDE - Antes de tudo é necessário criar um ambiente propício à leitura. Não se deve forçar a criança ou jovem a ser leitor, mas se deve proporcionar meios para que ele se torne um bom leitor. Se os pais não podem comprar livros, levem os filhos às bibliotecas públicas, às livrarias. Quanto ao professor, o bom professor é aquele que gosta de ler. Como podemos passar o gosto pela leitura, se não gostamos de ler? O leitor competente, crítico se vai formando através da leitura, não surge de repente, não mais que de repente, é tudo bem sequenciado.

Um livro que você leu recentemente e recomenda vivamente aos leitores da Sala?

NEIDE - Como gosto muito de poesia, embora não seja poeta, aqui vai a indicação de um livro de poesia que li ultimamente – “ Santiago” de García Lorca. É um livro bonito que contém poesia, teatro, diálogos cheios de ternura. Emil Staiger afirma que todo grande livro reúne os três gêneros literários: lírico, narrativo e o dramático. Este livro de García Lorca apresenta um pouco de tudo isso. E veja bem – é apenas um poema que adquiriu formato de livro, mas é grandioso.

Mandala da Leitura”, um projeto desenvolvido por você, distribui livros para as bibliotecas das Escolas Públicas. Como funciona a “Mandala da Leitura”?

NEIDE - “Mandala de Livros” é um projeto que consiste em distribuir livros de literatura infantil para bibliotecas públicas e bibliotecas escolares da rede oficial de ensino. Escolho as escolas e bibliotecas, faço uma visita antes da entrega dos livros, converso com a diretora, a bibliotecária ( se houver bibliotecária). No dia da entrega dos livros, faço uma breve reunião com os professores e explico que sou representante da FNLIJ, que recebo muitos livros durante o ano e esses livros, depois de lidos, devem passar para outras pessoas, principalmente para crianças. Geralmente organizo os livros em caixas, coloco o nome do projeto. Cada livro recebe um carimbo que foi aprovado pela FNLIJ, contendo nome do projeto, meu nome e o da Fundação. Já fiz doação à Prefeitura de Cabaceiras, pequena cidade do interior da Paraíba. O prefeito até criou uma Sala de leitura só com a doação que fiz, foram 600 livros. Fiz doação ao Centro de Leitura e Informática da minha cidade, Jardim do Seridó (RN) – 300 livros. Este ano (2009), já doei livros para a Biblioteca do Sindicato dos Pescadores da cidade de Acari (RN), ( 110 livros), para a Escola Muncipal de João Pessoa – Violeta Formiga ( 220 livros), para a Escola Estadual Francisco Campos (180 livros).
Qual é o meu objetivo com essas doações? Estimular professores e crianças para a leitura. Faço questão, no ato da entrega dos livros, de conversar com os professores, a diretora da escola sobre a importância da leitura.
No dia que fui fazer a entrega na Escola Violeta Formiga, a bibliotecária que é uma assistente social, organizou até um jogral com as crianças recitando poemas de Violeta Formiga. Nesse dia, algumas pessoas me acompanharam – uma ex-aluna, Denise Alencar (ela está na orelha do livro, juntamente com Maté e Lara) e o poeta Políbio Alves que conheceu Violeta. Eu não tive esse privilégio.

William Costa, ao escrever sobre o lançamento da obra Livros à espera de leitores, no Jornal O Norte/João Pessoa/PB, em 29/08/2009, cita, no contexto da matéria, uma declaração feita por você, a qual transcrevo:

“Gaston Bachelard, no livro A Poética do espaço,
distingue dois tipos de leitores: o crítico literário
e o fenomenólogo. O primeiro faz uma leitura imparcial,
não se envolve com o texto. O segundo faz uma
leitura apaixonada, chega quase a ser participante
do livro. Tenho a impressão de que me aproximei mais
do fenomenólogo do que do crítico”.

Sua leitura apaixonada dos textos faz lembrar de um leitor muito especial, o educador Paulo Freire, que se aproximava carinhosamente dos textos, praticamente puxava a cadeira para o autor se sentar e estabelecia com ele uma interlocução.
Gostaria que você comentasse sobre seu modo de ler – apaixonadamente – os textos de sua predileção e da forma como surgiu Livros à espera de leitores, sua obra mais recente.

NEIDE - Desde bem pequena que tenho paixões literárias intensas. Andersen, Lobato, poemas de Castro Alves e de Olavo Bilac, eram lidos e relidos na infância. Na adolescência, li todos os romances de Machado de Assis. Eu tinha uma cunhada que gostava muito de ler e me emprestava livros de J. Cronin, Dostoiévski. Ela tinha a coleção completa de Machado de Assis e me emprestava um livro cada semana. Eu também ia à biblioteca pública de Campina Grande que ficava nas proximidades do colégio onde eu estudava – Colégio das Damas. Na juventude, cursando Letras, descobri Graciliano Ramos, esse escritor tem me acompanhado sempre. No curso de Letras, tive uma excelente professora de Literatura Portuguesa, Neuma Fechine Borges ( que hoje habita o céu dos passarinhos), ela me conduziu até Fernando Pessoa. Era apaixonada por Alberto Caeiro, fiquei com Álvaro de Campos. Estou sempre relendo os poemas de Álvaro de Campos. Quanto à literatura infantil, o gosto veio pelas histórias contadas por minha mãe e Chicuta. No curso de Letras, tive a oportunidade de lecionar essa disciplina por quase 20 anos, daí não larguei mais.
Os livros preferidos estão ao alcance da minha mão, na minha mesa de cabaceira, releio-os sempre, encantam-me os livros ilustrados. Livro para mim deve ter ilustração. Examino logo a capa. Os livros de Graciliano, os romances, eram todos ilustrados por artistas famosos. Muitas vezes fico olhando as capas dos livros – “ Pedras Soltas” é um deles; “Histórias tecidas em seda”, de Lúcia Hiratsuka é outro; até meus próprios livros entram nesse devaneio bachelardiano.

Para fechar com chave de ouro: um poema que você AMA ...

NEIDE - Já confessei que sou apaixonada por poesia e não poderia citar apenas um poema, fiz um recorte de vários poemas dos poetas que habitam meu coração.
Pedaços de Poemas

A vida só é possível
reinventada.
( Cecília Meireles. Reinvenção)

Viver não é necessário;
o que é necessário é criar.
( Fernando Pessoa. Palavras de Pórtico)


- Quero a delicia de poder sentir as coisas mais simples.
( Manuel Bandeira. Belo Belo)

As pessoas sem imaginação
podem ter tido as mais
imprevistas aventuras, podem
ter visitado as terras mais
estranhas. Nada lhes ficou. Nada
lhes sobrou. Uma vida não basta
apenas ser vivida: também
precisa ser sonhada.
( Mário Quintana. Nada sobrou)

... as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.
( Carlos Drummond de Andrade. Memórias)

Um comentário:

salete disse...

Parabéns Professora Eloí pela persistência em buscar meios de semear o encantamento da leitura, da magia dessa arte tão poderosa. Fiquei encantada com os depoimentos da Professora Neide e jamais teria oportunidade de conhecê-la não fosse o poder da tecnonologia, essa força que também pode unir, humanizar, poetizar o planeta. O Poema "Mutirão Poético", do livro Uni...Duni...Téia, é um verdadeiro registro da vontade, compromisso, dedicação da autora (Eloí Elisabete Bocheco) em estar atando essa corrente de escritores,leitores, enfim, os amantes da literatura. Parabéns Professora Neide pelo seu trabalho. Um Abraço Professora e amiga Eloí pelas sementes espalhadas.
Maria Salete/São José SC